quinta-feira, 28 de outubro de 2010

OK!?

Nome: Pit Dog do Valdeir
Ramo: Fast Food popular
Endereço: Setor Marista, praça próxima ao colégio Marista.




Unf! Voltar a pé do trabalho é canseira. Tá que eu vim correndo, mas ando precisando de um carro urgente...Bom, acelerei o passo pra pedir uma coisa a vocês, queridos empreendedores de Goiânia:

Não gritem com os seus clientes!


Basta dizer que, num certo dia ensolarado...

(tuuuu...tuuuuu...)

- Pit dog, boa tarde...

- Boa tarde, cara. Deixa eu te falar...manda uma Coca-Cola 2 litros aqui pra rua percevejo feliz, número...Ok?

- Ok, já estou mandando.

(25 minutos depois)

- Alô, Valdeir?

- Alô...

- Cara, pedi uma Coca-Cola aí pra vocês, mas isso foi há meia hora e ainda não chegou...

- JÁ TÁ CHEGANDO, OK!?!

- (silêncio) Tá...


Sim, era apenas um pit dog, o Pit dog do Valdeir, mas poxa, gritar com quem paga as contas dele é demais, né? Detalhe: o pit dog fica pertíssimo do meu trabalho. Sim, demorou demais, além de tudo. É tenso.


Nota para o atendimento: 3,0 (o guri que geralmente leva nossos lanches é gente boa. Merece.)




segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Framboesa de Ouro

Nome: Cinemas Lumiére
Ramo: Entretenimento
Endereço: Shopping Bougainville, piso 3.


Eu consegui! Finalmente! Assisti ao filme "Tropa de Elite II". Uffa!

E é "uffa!" mesmo.

Dessa vez, o atendimento em questão se volta ao bem-estar daqueles que procuram apenas um filme pra curtir no fim-de-semana ou procuram conferir aquela película que aguardam há algum tempo.

E eu me decepcionei com o local que escolhi para assistir um dos filmes mais importantes do cinema nacional nos últimos tempos. Sempre fui frequentador assíduo dos Cinemas Lumiére, no shopping Bougainville. Gosto dos filmes menos comerciais que eles costumam adquirir e apresentar ao público - se bem que isso vem diminuindo com o passar do tempo. Capitalismo, sempre ele.

Bom, mas o fato é que tive que encarar 3 idas ao shopping para, só na última, conseguir assistir ao novo filme de José Padilha. Filas intermináveis para apenas uma ou duas salas disponíveis. Poxa, se toda uma ação de marketing foi produzida, com direito até a camisetas personalizadas com o símbolo do BOPE, por que não acontecer um planejamento mais eficaz para os dias em que os resultados seriam obtidos? Mais salas, mais organização (as filas serpenteavam pelo hall de alimentação, chegando ao cúmulo de atrapalharem as refeições das outras pessoas), mais praticidade. E são quesitos aparentemente mínimos como esses que fazem toda a diferença.

Ah, claro, e havia a forma de pagamento. A única.

Como um cinema que deseja receber tantas pessoas não utiliza sistemas para pagamento no cartão hoje em dia? Tudo é no dinheiro. E dá-lhe irritação da clientela, e dá-lhe pipoca sendo esnobada por só aceitarem dinheiro, e dá-lhe reclamação de clientes dentro do cinema dizendo que era a última vez que iriam lá. Enfim, não fosse o espetáculo que é o filme (e também uma "porrada social na cara", diga-se de passagem), com certeza a insatisfação seria ainda maior.

O que fica então é a lição: não crie expectativas exageradas, pois elas podem alimentar o público de uma maneira que tornará impossível a organização no dia em que determinado evento acontecer. Por mais que a fila tenha sido bem distribuída entre as duas salas de projeção e o ambiente seja agradável e até charmoso, o que faz com que alguns pontos positivos sejam concedidos, a qualidade do atendimento escorregou por entre os dedos da administração e ficou abaixo das expectativas que ela mesmo criou.



Nota para o atendimento: 4,0

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

A contaminação começou

Nome: Loja Vírus (site)
Ramo: Calçados e acessórios
Endereço eletrônico: www.lojavirus.com.br



E se você pudesse ir a uma loja sem nem precisar levantar da poltrona de sua sala?
Tá, ok, hoje em dia isso já não é tão difícil assim, já que temos a internet como auxílio. E é exatamente esse tipo de atendimento que analisarei dessa vez.

Tudo começou com uma necessidade. Precisava de um novo tênis, pois o que estava usando já não aguentava a jornada diária de faculdade e trabalho (mas juro não possuir chulé. É sério). Andei por shoppings e shoppings à procura de um Converse Weapon que havia visto há alguns meses, mas nada de obter sucesso na busca. Foi então que recorri (DUH!) à internet. Loja Vírus é o nome do estabelecimento que escolhi para comprar o bendito. Trata-se de uma loja especializada em converse's, bull terrier's e artigos da Coca-Cola (entre outras marcas). Digamos que eles possuem o maior acervo da marca cobiçada por mim - levando-se em conta todo o território nacional.

E eles possuem o site.

Foi através desse site que pude conferir peça por peça, e, enfim, fazer minha escolha. Como não possuo cartão de crédito atualmente, tive que recorrer à minha namorada e alugar o dela novamente (como já disse, eu pago direitinho!). Dividi em duas vezes e fiz questão de pagar um frete de R$ 40 para que o tênis chegasse antes de sexta.

E como o atendimento é bom!

Ao cadastrar minha namorada (já que a compra foi no nome dela), eles já enviam um e-mail agradecendo e explicando como se desenrolará todo o processo. Com a senha do cadastro em mãos, fui acompanhando a aprovação do pagamento, a separação do produto, o despacho e a rota de entrega. Hoje - apenas um dia depois do despacho aos correios, sendo que todo o processo durou apenas 3 dias! - tive a emoção de chegar em casa, depois de um dia de ansiedade (sim, eu queria MUITO esse tênis), e constatar que, sobre minha cama, havia uma caixa branca com uma máscara de gás estampada em sua face. Era a Loja Vírus me surpreendendo com sua reciprocidade, sua eficiência e sua total qualidade.

Estou contaminado!



Nota para o atendimento: 10!


segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Ruídos na comunicação

Nome: Riachuelo
Ramo: Loja de departamentos
Endereço: Goiânia Shopping, piso 01


Que tal uma análise de um atendimento prosaico, como o presente numa simples venda de óculos?
Há alguns dias, eu vinha em busca de um par para poder usar naqueles dias em que acordo com a cara inchada de tanto sono para ir à faculdade e também quando fosse viajar e tal. Pois bem, depois de muito andar, e com pouco dinheiro no bolso, acabei encontrando um modelo com design italiano na Riachuelo que me agradou bastante. Até a escolha ser concretizada, o atendimento em si não havia começado. Foi no instante em que pedi para o meu amor me alugar seu cartão de crédito (eu pago direitinho, viu?) que percebi como detalhes mudam a percepção de um atendimento, por mais simples que ele possa parecer. A questão é que, enquanto uma das moças me atendia, um rapaz chorava pitangas em busca de um desconto de 5% para uma segunda atendente, que recusava firmemente.

- Ah, moça, só mais cinco por cento, vai?!
- Não, senhor, não posso. Vocês já estão pagando barato demais.
- Mas fala com seu gerente. Ele vai deixar! O nosso dinheiro é suado! Cada real aqui é valioso - diz o cliente, rindo logo em seguida.
- O nosso também é soado. A gente soa pra conseguir - diz outra atendente, também rindo.


E então, outro cliente chega, já com os óculos em mãos.

- É presente, senhor?
- É sim.
- O senhor sabe que a gente não trocamos em caso dela não gostar, né?
- Ah é?
- Sim, nós não podemos estar trocando em caso nenhum.
- Ok.


Por fim, chega a minha hora.

- Vai querer fazer o cartão da Riachuelo, senhor?
- Não, não. Vou dividir em 3 vezes, por favor (êêê pobreza!)
- Nós não estaremos trocando em caso de arranhados, tá?
- Aham. Vamos ver se tem algum arranhado aqui. [...] Ok, pode colocar na caixinha.
- Obrigado e volte sempre, senhor.
- Muito obrigado, moça.


Por mais que o atendimento tenha sido simpático (e foi), saí lembrando mais dos sinos, dos gerúndios e do coloquialismo exagerado do que propriamente da atenção que a moça me prestou durante a compra. A comunicação fez toda a diferença. Negativamente falando.



Nota para o atendimento: 5,0


sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Delícia de atendimento!

Nome: Brasil Cacau
Ramo: Chocolates & Cafés
Endereço: Rua 09, número 1606, loja 2, Setor Marista.


Quem, em Goiânia, já ouviu falar da Kopenhagen? Acredito que boa parte dos goianos já se deliciou com alguns dos doces dessa maravilha em forma de lojas que se encontram nos melhores shoppings da cidade. Pois bem, visando o alcance do público que não tem o poder aquisitivo daquele que é seu principal, o grupo que a comanda criou a Brasil Cacau, que tem como principal característica o gostinho único dos chocolates de sua prima elitizada unido a preços mais acessíveis.

E hoje eu fui experimentar o atendimento desse "filhote" que, já no folder, parecia ser maravilhosamente suculento.

A ideia era encomendar uma caixa de bombons para o meu bebê, juntamente com uma rosa. O melhor de tudo é que eles praticam o delivery de chocolates! Sendo assim, fiz questão de ir lá e ver o que eles poderiam me oferecer.

De cara, já fui maravilhosamente bem atendido pelas duas garotas que fazem o trabalho de marketing dessa loja. Muito educadas e prestativas, me conduziram até a certeza de que eu realmente queria experimentar esse serviço de delivery na busca pelo sorriso de quem eu amo (que lindo!).

No dia seguinte, como prometido, compareci à loja com minhas escolhas em mente. Amor Perfeito (bombons recheados com cereja numa caixa em formato de coração) e uma rosa com botão de chocolate. Nesse momento, conheci alguém que acredito ser a gerente dessa filial, que me ajudou de um jeito preciso ao conceber uma embalagem tão linda que, acredito, minha namorada mal teve coragem de desfazer ao receber o presente em seu trabalho. Com uma simpatia que se iguala à das duas garotas que me atenderam no começo, ela fechou o ciclo, me fazendo ter vontade de contar com a Cacau Brasil sempre que quiser adoçar a vida de alguém.

Algumas horas depois, ainda voltei à loja para saber como foi a entrega. E a descrição que ela me fez (acreditem, ela fez questão de entregar pessoalmente!) me empolgou tanto que me dá vontade de dizer a vocês como foi. Mas isso é uma outra história. =)

Impressionante e prazeroso do início ao fim, esse atendimento me conquistou.



Nota para o atendimento: 10!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Fábbrica de Pizza



Cara, tive um dos melhores atendimentos da minha vida! Não é exagero dizer que, ao escolher a Fábbrica de Pizza para curtir alguns momentos de pura gula, tomei uma das melhores decisões da minha semana. Aliás, tomamos, pois meu amorzito estava junto comigo durante o processo de "exclusão-de-lugares-chatos-e-procura-por-lugares-diferentes".

Chegando à nossa escolha, que já havia sido cogitada dias antes, pude ver como a ideia de ter uma estrutura que relembra a época medieval é elegante. Uma pizzaria com um clima romanticamente medieval pode ser uma boa definição para esse lugar.

Mas o que me empolga nisso tudo é o atendimento!

Sentei na mesa com minha namorada e com a Aninha, minha "amiga-filhota", depois de ser guiado por um senhor que nos levou até as mesas que ficam próximas aos brinquedos. E isso sem pedirmos por isso (até porque nem sabíamos que aquilo tinha um parquinho!). Primeiro ponto que me chamou a atenção: eles souberam enxergar nossas necessidades já nesse instante.

Me sentei e meu bebê foi vigiar a Aninha enquanto ela brincava, deixando sua bolsa em cima da nossa mesa. Prestativo e surpreendentemente eficaz, o garçom - que me irrito por não saber que nome possuía - me apresentou um pedestal onde bolsas eram colocadas, liberando o espaço da mesa. Eu nem me incomodava, juro. Segundo ponto: ele soube preparar o ambiente ao nosso favor sem mesmo que nós precisássemos nos expressar negativamente na busca por isso.

Pedimos a pizza. Di Napole, Pomodoro e uma que não me recordo o nome. A espera de pouco mais de 25 minutos foi compensada. O mesmo garçom fez questão de nos servir impecavelmente, chegando ao ponto de perceber, de longe, que tínhamos dificuldade de pegar o pedaço da pizza, vindo em nosso auxílio.

A foto! Peguei a câmera para tirar uma foto minha e do meu amor, e ele fez questão de perguntar: "Deseja que eu tire pra vocês?"

No fim da noite, o mesmo rapaz ainda agradeceu e pediu desculpas pelas falhas recorrentes. Nesse momento, a pizzaria estava lotadíssima, e eu apenas disse: "Você foi preciso. Parabéns". Simples assim, mas me encontrava com uma alegria enorme no momento em que citei esse fato.

Sei que, para muitos, ele não fez mais do que sua obrigação. Porém, fazer o que é obrigação é muito diferente do que fazer o que é obrigação com um prazer estampado na cara. Me senti em casa.

Enfim, pizzas maravilhosas, ambiente fantástico e atendimento nota 1000. Sendo essa a primeira vez que vou à Fábbrica de Pizza, só preciso salientar que eles me conquistaram. Saí de lá querendo voltar o mais rápido possível.


Nota para o atendimento: 10!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

A Origem!


Não, não é um plágio. Aliás, não tem nada a ver com o filme de Christopher Nolan. Contarei aqui a história que me fez ter vontade de originar esse blog.
Ela aconteceu em uma calorosa noite de quarta (ó, é hoje!) em Goiânia, minha querida cidade.

Bateu aquela fome. Eu e minha namorada, depois do meu expediente no serviço, fomos ao famigerado Mc Donald's pra bater aquele rango da madrugada (saio às 22h). Difícil encontrar lugares práticos que funcionem até as 23h, e esse é um deles aqui na minha cidade. Chegando lá, fiz meu pedido e já no primeiro contato escutei um ríspido "Retira seu cartão!" da atendente que parecia não aguentar ficar mais ali. Ok, relevei, pois entendo que é uma profissão complicada e tal.

Comemos. E a melhor parte aconteceu depois dessa atitude.

Voltei ao balcão para pedir um McFlurry Negresco e, novamente, escutei o "Retira seu cartão!" da mesma pessoa. Duas vezes, poxa? Fui aguardar e percebi que uma senhora que havia entrado comigo ainda esperava por seu lanche.

- Cadê o meu pedido? - ela perguntou.
- Tá quase pronto, ok? - respondeu grosseiramente o supervisor, ou alguém que parecia ser um por conta do uniforme diferenciado. Ríspidos seus funcionários, hein, Ronald?
- Hey, não precisa ser grosso - respondeu a senhora, indignada.
- Não estou sendo grosso (Negou grosseiramente, ainda por cima).
- Olha só, rapaz, eu vou falar com seu superior!
- Fala com quem você quiser!

Sim, essa foi a resposta do cara que, provavelmente, estava liderando a equipe da noite.

E aí, o efeito dominó aconteceu.

- Hey, cara! Tu tem que aprender a respeitar os clientes.
- Fica na sua! (sim, essa fala é do tal supervisor!)
- Como é que é? Você é um bosta, rapaz!
- Fica na sua senão chamo a polícia - disse o "profissional", saindo em seguida na direção dos fundos da loja.
- Vai ficar escondido aí, é? - disse um outro cliente que resolveu também tomar as dores.
- Se não aguenta a pressão, vaza, brother! - eu disse, com um prazer que me fazia sorrir por dentro. E por fora, claro. Que situação!

Minutos depois, o funcionário exemplar volta e ouve mais algumas provocações de um dos clientes indignados e resolve transbordar. A cadeira que estava encostada é que leva o prejuízo. Ele a arremessa no chão e sai de cena.

Saí de lá impressionado com os resultados dos últimos cursos de treinamento do Sr. Ronald McDonald. Sou fã da marca e direto faço minhas refeições por lá. Mas a unidade da praça do ratinho precisa sim de pessoas que vejam no trabalho a oportunidade de serem importantes em algo. Esse rapaz, com certeza, não viu.

Amo muito tudo isso. Mas ele não.

O bom é que, com tudo isso que aconteceu, agora terei um bom lugar pra desabafar. =)


Nota para o atendimento: 0,0